Nunca deixes que o medo decida por ti.

“O medo faz com que o lobo pareça maior do que aquilo que é.”- Provérbio alemão. É algo muito humano, mas também muito primitivo, visceral e impulsivo deixar-nos levar...

“O medo faz com que o lobo pareça maior do que aquilo que é.”- Provérbio alemão.

É algo muito humano, mas também muito primitivo, visceral e impulsivo deixar-nos levar pelo medo quando nos encontramos frente a uma situação que não nos é familiar ou que ameaça alterar o que construímos ou a algo que já estávamos habituados.

Quando digo que é algo muito humano quer dizer que é algo perfeitamente natural. Mas não é por isso que o devemos tomar como algo a que se deve deixar levar. É um impulso que existe dentro do nosso instinto mais animal que atua como método de sobrevivência: estar sempre alerta face a ambientes desconhecidos e que não podemos controlar.

Mas muito tempo já passou desde que deixamos as árvores e as caças; as novas jaulas, as formadas por papéis, números e ecrãs, surgem segundo novas regras. E os velhos impulsos pela sobrevivência não servem para mais nada a não ser sabotar-nos nas tomadas de decisões impulsivas e sem reflexionar.

O curioso é que se ninguém tivesse sabido dominar o seu medo face às mudanças, nunca o teríamos feito e teríamos sempre respondido com um medo paralisante face a eles… Provavelmente ainda estaríamos a viver entre árvores e pedras e a caçar com lanças. Como vês, as mudanças têm as suas coisas boas.

Mas o medo continua a fazer parte do nosso dia-a-dia. Infelizmente o medo é um impulsionador das nossas próprias ações: o medo em ficarmos sem emprego, medo de que a nossa situação mude, medo do fracasso, medo em nos enganarmos, medo em enfrentar uma nova situação sem estarmos preparados. Até as coisas que nos deveriam emocionar e alegrar-nos acabam por nos provocar medo e paralisa-nos. Impede-nos de continuar. Projeta sombras onde não as há, e magnifica obstáculos que não são mais do que pequenas pedras fáceis de ultrapassar, mas que as converte em muros insuperáveis. Converte as boas notícias em mudanças drásticas que ameaçam o controlo que temos sobre as nossas vidas, sempre achamos que é algo mais frágil e escasso do que aquilo que realmente é.

No entanto, e por experiência, sabemos que onde há medo há uma oportunidade em convertê-lo em escudo, em assumir que esse medo existe que o vamos converter em algo bom. Deixar de reagir sem razão e começar a decidir com a cabeça. Deixar de ter medo de arriscar e começar a amar todas as oportunidades que temos em converter a vida naquilo que queremos fazer dela. Onde há mudanças há evolução. E onde há objetivos há grandes possibilidades de crescimento. O medo pode ser simplesmente a indicação que estás perante algo importante.

“As grandes coisas nunca vêm da zona de conforto.”

As empresas, desde as mais pequenas até às maiores, sofrem várias mudanças ao longo da vida. Às vezes são mudanças procuradas para se adaptar aos novos tempos, às regulamentações vigentes, ou mesmo para estar à frente quanto às tendências face à concorrência. Às vezes são mudanças que simplesmente passam, porque as empresas são formadas por pessoas com interesses que podem ser tanto comuns como próprios, com decisões que ninguém mais que eles podem controlar.

Como já demos um passo por nossa conta na hora de decidir começar a fazer algo diferente nas nossas vidas, e passamos a fazer parte de uma equipa; em certas ocasiões toca-nos dar um passo em conjunto e encaramos mudanças dentro da mesma equipa, e voltamos a aprender algo que pensávamos ser mais do que dominado.

Onelife é uma empresa que cresceu exponencialmente num período de tempo muito curto. É um feito surpreendente e muito pouco comum no qual podemos estar orgulhosos. Mas esse mesmo crescimento também deve conduzir a mudanças inevitáveis. Continuaremos a crescer e as nossas equipas continuarão a sofrer mudanças. Os produtos vão-se alterar, novos aparecerão e esses serão fruto de decisões da empresa pelas quais devemos comemorar. Colegas e grandes líderes virão, grandes líderes surgirão dentro daqueles que hoje estão a descobrir o seu talento. Outros decidirão experimentar novas oportunidades emergentes noutras empresas e noutros produtos. E essa será a sua decisão, uma que não podemos nem devemos desejar poder controlar.

Das mudanças possíveis, estes últimos vêm com mais entusiasmo e podem ser os que mais metas trazem na hora de reajustar, de nos adaptarmos à mudança. Mas não é um problema, não é um muro ou uma limitação. Continua a ser uma mudança e uma série de objetivos a superar. E, como todos as metas, só se converterá em algo apenas significante quando todos unidos decidamos olhar para o futuro, para os nossos objetivos e para os nossos sonhos.

As mudanças obrigam-nos a tomar decisões. As mudanças tiram-nos da nossa zona de conforto para que tenhamos de avançar e de evoluir. Tudo o que é bom na vida está sempre bem longe da nossa zona de conforto.

“Com a gratidão dissipam-se os medos e aparece a abundância.”

Um dos princípios fundamentais para o êxito, coisa que aprendemos todos nesta indústria ao começar o nosso desenvolvimento pessoal, é agradecer por aquilo que temos e por aquilo que temos conseguido. Darmo-nos conta dos grandes progressos conseguidos, reconhecer que somos capazes disso e de muito mais, e impulsionarmo-nos para os seguintes objetivos.

Por isso, é a altura de nos fixarmos no facto de que experimentar mudanças é a causa de todo o caminho percorrido, de grandes equipas formadas, de toda a educação recebida e distribuída, de todas as vidas alteradas, de todos os avanços na empresa e das grandes notícias dos últimos meses. E ainda falta muito pela frente, e estamos muito perto da uma das maiores metas deste projeto: a abertura da moeda ao público nos primeiros meses do próximo ano.

Falta-nos muito trabalho por fazer e este é o momento certo para respirar fundo, sorrir por tudo aquilo que se conseguiu, de nos unirmos aos nossos colegas agora mais do que nunca, e continuar com este maravilhoso trabalho e este maravilhoso projeto.

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